sexta-feira, 29 de julho de 2011

Maratona: O Senhor dos Anéis

Sim! Agora são 00h49min e eu vou começar uma missão impossível: Assistir a trilogia O Senhor dos Anéis na sequência. Está previsto algo em torno de 8 horas de filme ininterrupto. Depois de uma rodada de Warcraft nada melhor que um filme inspirador como esse. Então começarei com A Sociedade do Anel. Já volto...

Agora são 3h47min da madruga e terminou o primeiro filme. Agora só faltam dois, mas continuo firme. Agora uma pequena pausa para ir ao banheiro e descansar um pouco...

Bem. São 3h57min e eu vou encarar o segundo filme. Até daqui a pouco...

Agora são 6h53min e acabou o segundo filme. Resta somente o último e talvez eu tenha umas poucas horas de sono. Mas agora acho que tenho ainda três horas de filme. Uma breve pausa para a famosa ida ao banheiro e para descansar um pouco...

Agora são 7h03min e eu vou iniciar a última etapa dessa jornada. Até depois...

Agora são 10h14min e eu terminei de ver a trilogia O Senhor dos Anéis. Eu que já tinha tido o prazer de ler os 3 livros além de O Hobbit, pude agora assistir uma ótima adaptação para o cinema. Pensando melhor, não vou durmir. Vou emendar um dia no outro mesmo. Enfim, era isso. Até a próxima.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Novo "Lab"

Eu particularmente não sou uma pessoa que gosta de jogos de azar. Eles são matematicamente desvantajosos para os jogadores. Por isso eu me mantenho longe até dos famosos "rifões" dos almoços que frequento.

Meu pai, por outro lado, não usa da mesma lógica que disponho e, portanto, é um exímio participante desse rifões. O engraçado é que ele nunca sai de mãos vazias. E, o mais incrível, não é que o cara ganha prêmios bons! õÔ

O último prêmio que ele ganhou foi um balcão de madeira maciça, de um estilo bastante rústico e dotado de grande qualidade. O balcão foi dado de presente a mim e agora é o meu novo laboratório de eletrônica. Vejam as fotos abaixo.



Gostei muito do presente. Ele possui um estilo antigo, com a qualidade dos antigos, com o jeito imponente dos antigos. Contrasta bastante com o resto do meu quarto, e eu gosto de contraste. E agora posso me organizar (por organizar, leia esconder a bagunça nas gavetas).


E tenho também um espaço para meus livros (que, se tudo der certo, meu acervo ficará cada vez maior, pois sou declaradamente apaixonado por livros) e minhas revistas antigas de eletrônica (sou colecionador e todo mês passo em um "sebo" para comprar mais \o/). Enfim estou fazendo progressos... Abraço e até a próxima.

O Cortador de Isopor


Estreando o marcador de projetos com grande estilo, quero introduzir vocês ao meu projeto de conclusão do primeiro módulo do curso técnico em eletrônica. Ele foi elaborado com toda a turma, e cada grupo vai fazer um modelo do mesmo projeto. Agora é só dar asas e deixar a imaginação correr solta. O projeto é um cortador de isopor. Algo bastante simples, porém um projeto interessante, já que seremos a primeira turma de primeiro módulo a criar e apresentar um projeto prático.

Bom, o projeto consiste basicamente em uma fio resistivo devidamente cortado, que será fixado em um suporte de material isolante. Nesta "resistência" será aplicada uma tensão, que propiciará uma dissipação de potência para aquecê-lo. Esse aquecimento deverá ser o suficiente para derreter (e, consequentemente, cortar) o isopor.

Os materiais para o projeto são simples, e aí vai a lista:

* 1 Transformador 6+6V, 3A [Ou até mesmo um de apenas 6V, 3A];


* 1 Fio Resistivo [que pode ser até mesmo uma resistência de chuveiro, se bem que não foi o que usamos];



* 1 "Rabicho";


* Fio para até 3A;



* 1 Suporte qualquer [pode, inclusive, ser um cabide, desde que de madeira!]



O primeiro passo é medir o comprimento do suporte nos pontos onde será fixado o fio resistivo, assim poderemos saber o comprimento de fio necessário e poderemos medir sua resistência. Em um dos projetos (onde usamos um cabide) a distância entre as duas pontas era de 40 cm. Fazendo a medição da resistência de nosso fio verificamos um valor de pouco mais de 2 [;\Omega;]. Nosso fio consistia do desenrolamento de uma "resistência" típica de chuveiro, que é feito da liga níquel-cromo.
Como usamos uma tensão de 6V e a corrente fornecida pelo trafo não deve ultrapassar 3A, é fácil calcular que a resistência mínima do fio deve ser de 2 [;\Omega;]. Por sorte a resistência de nosso fio estava um pouco acima dessa faixa.
O próximo passo é o cálculo de corrente e potência. No nosso caso a corrente deu próxima de 3A e a potência próximo de 18W. Esta potência é bastante elevada, mas como o fio era espesso, ele suportou bem essa dissipação de potência. Com um fio de menor diâmetro (e, portanto, maior resistência) e comprimento de 20 cm conseguimos cortar satisfatoriamente isopor de 4 cm de espessura com cerca de 4W de potência.

Com nosso projeto, conseguimos cortar isopor e até fazer algumas maquetes com ele. Abaixo há algumas fotos da nossa maquete:



Era isso por hoje. A foto do início do post é a do nosso projeto. Quero agradecer ao Vinícius, ao Guilherme, ao Bruno e ao Matheus que fizeram parte do grupo e ajudaram na realização do projeto. Valeu a todos e estamos aí quando precisarem. Quanto a qualquer dúvida de qualquer leitor desse blog (se é que existe algum) estou aqui para responder. É só deixar um comentário. Projeto fácil, bom para feiras de ciências por abordar vários conceitos de eletricidade, como tensão, potência, etc. Abraço e até a próxima. E a dica é: se forem realizar o projeto, tomem cuidado! Eletricidade mata!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Educação ou Robotização?


As crianças são tão legais. Eu acredito que elas sejam muito mais interessantes que os adultos. Talvez isso tenha a ver com o fato de, no fundo, eu ser uma eterna criança. Enfim... Sua inocência, sua curiosidade, sua vontade de explorar são qualidades incríveis. Mas parece que ao longo do tempo essas virtudes se perdem. Então na escola elas já estão extremamente desinteressadas, sem aquela necessidade de aprender que tinham antigamente. Mas o que houve ao longo dessa trajetória?

O problema começa em casa, com pais sem tempo de dialogar com seus filhos e responder suas perguntas aparentemente triviais. Por que a grama é verde? Por que a lua é redonda? As respostas dessas perguntas incluem conceitos como clorofila e fotossíntese ou a ação do campo gravitacional sobre os corpos. Mas ao invés de um diálogo sobre os assuntos tudo o que a criança escuta é o quanto seus questionamentos são bobos. Suas perguntas são retalhadas e toda sua curiosidade minada por pais que se esquecem de como faz bem a curiosidade para a criança.

Ao chegar à escola, já sem mais aquele vívido sentimento de questionamento, o aluno começa a aprender diversas coisas. Porém a forma como as matérias são apresentadas é completamente maçante e acaba por desestimular ainda mais o jovem estudante. Dessa forma, o sistema educacional se mostra extremamente eficiente em ensinar uma criança a decorar, mas falha em ensiná-la a pensar.

Essa criança cresce, passando (ou não) série por série. Chega ao ensino médio sem a capacidade de usar seu senso crítico ou pensar por conta própria. Dessa forma o adolescente fica perdido, alheio quanto a assuntos importantes, como preservação ambiental ou temas políticos. Muitos se formam sem saber o que faz um deputado, senador, vereador, etc. Se "formam" sem saber o que é a camada de ozônio, ou as causas do aquecimento global. Se "formam" sem saber resolver simples equações de primeiro grau. Se "formam" sem saber quantos estados existem em nosso belo país. Se "formam" sem saber escrever de forma adequada. Se "formam" sem saber nada sobre as guerras mundiais. A pergunta que fica é: que tipo de formação é essa?

E com isso (e aqui chegamos talvez ao grande "X" da questão) temos uma sociedade de cidadãos que, por não terem sido ensinados a pensar, não conseguem exercer plenamente sua cidadania. Ficamos assim com um país formado por uma grande massa de pessoas facilmente manipuladas por promessas e um palavreado bonito de políticos sem um pingo de vergonha na cara.

Onde está a solução para todo esse problema. Seria complicado corrigir os políticos, pois esses são incorrigíveis. O poder já corrompeu seus corações há muito tempo. Então talvez a solução fosse corrigir o sistema educacional? Talvez, mas não acredito que isso aconteça enquanto nosso governo seja constituído por pessoas mal-intencionadas. O que creio ser o início de uma sociedade melhor seria corrigir nossos lares. Lá na base de toda essa pirâmide de erros, está uma criança. Formando uma boa criança, estaremos, indiretamente, criando um bom adulto, um bom cidadão, que se tornará um bom profissional em várias áreas da sociedade. Teremos assim bons médicos, dotados de ética e amor pelo próximo. Bons advogados, que não trabalham simplesmente para defender bandidos. E, se não for sonhar de mais (porém, se for, me deixe sonhando) bons políticos, que transformem esse país naquilo que ele há muito deveria ser: um país desenvolvido, no mais pleno sentido dessa palavra.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Estudos de Madrugada

Agora são 00h50min da madrugada e eu, de novo, escrevendo um post pra esse blog. É muito amor mesmo...

Enfim. Estou estudando Cálculo para fazer uma postagem sobre a matemática do capacitor enquanto espero pela próxima rodada de Warcraft Online (sim, eu sou nerd). Entre uma rodada e outra de jogatina na madrugada, aproveito para passar por conceitos importantes de derivadas. Pera que vai começar mais uma rodada...

Agora são 1h41min da madrugada e acabo mais um round de Warcraft. Agora é descansar para o próximo. Agora estou me perguntando qual era a intenção desse post, pois já não me lembro. Tudo que sei é que estar de férias é bom. Podemos estudar o que queremos, ler o que queremos, dormir a hora que queremos.

Vou aproveitar o espaço e fazer algumas indicações de leitura. Estou lendo o livro Cálculo de James Stewart. Recomendo-o por ser bastante leve e didático, embora não muito matematicamente profundo. Outro livro que estou lendo se chama Indignação e Esperança. É de um escritor da minha cidade (Caxias do Sul) e é muito bom. O livro consiste de uma coleção de artigos e crônicas escritas por Sérgio Bálico (autor do livro), onde ele lança seu olhar crítico sobre diversos assuntos. Quem for do Rio Grande do Sul talvez se interesse muito pelo livro, como eu me interessei. Pera que vai começar mais uma rodada...

Agora são 2h18min da madrugada e terminou a última rodada de Warcraft. Deixe-me ver sobre o que eu estava falando... Ah, o livro. Muito bom. Indicação de uma amiga minha que tem muito bom gosto para essas coisas.

O post dessa madrugada não teve nada a ver com eletrônica. Mas lembrando que o blog é meu e eu posto o que me der na telha. Então... Ahh, e se eu aprender integral até o fim dessa semana (sou brasileiro e não desisto nunca), eu posto mais sobre a matemática do capacitor. Abraço e até a próxima.

domingo, 17 de julho de 2011

A Importância do Inglês


Hi guys, what's up... ops... idioma errado... e aí galera tudo bem com vocês? Agora sim estamos falando a mesma língua. Hoje venho comentar sobre um assunto bem clichê: a importância do inglês. Todos nós já sabemos que o mundo está globalizado e tudo hoje tem, pelo menos, um pouco de estrangeirismo. Mas qual será a real importância dessa língua tão falada? É isso que investigaremos nesse post.

Como não quero comentar sobre a importância do inglês no geral (pois acredito que todos já sabemos), vou me focar na sua relevância para nossa área: eletro/eletrônica.

Quando você compra uma máquina, adivinha em qual língua vem o manual? Inglês! Pode até vir em português também, mas o inglês está sempre lá. Já houve casos de eu ter que fazer a ligação de máquinas industriais. Coisa bastante simples. Basta ligar os fios certos na tomada! Mas, por curiosidade, resolvi dar uma olhada no manual. Lá estavam todas as instruções em inglês, mas nada de português. Como eu até que me viro bem, não tive problemas com a leitura do manual. Aquela foi uma das ocasiões que o inglês me ajudou.

Outra situação em que ele me ajudou foi quando resolvi procurar algumas informações técnicas sobre o CI (Circuito Integrado) LM317. Esse circuito é um regulador de tensão com 3 terminais, muito usado para montagem de fontes variáveis. Abrindo o site do fabricante encontrei todas as informações imagináveis sobre esse componente; todas em inglês! Novamente (e felizmente!) não tive problemas em entender.

Eu estou fazendo curso de inglês já faz um tempinho. Não sou fluente, mas já me viro bem. Hoje já começo a perceber o retorno que esse estudo pode me trazer. Realmente o estudo de uma língua estrangeira (em especial, o inglês e o espanhol) é um investimento necessário para o profissional que quer se destacar no mercado de trabalho. Arrisco a dizer que, daqui alguns anos, esse conhecimento não será um destaque, pois muitas pessoas já terão acesso a esse tipo de educação extracurricular. Nesse caso, o conhecimento de uma segunda língua deixará de ser um diferencial e passará a ser algo padrão para os indivíduos. Mas isso não passa de um palpite próprio.

Porém o que posso afirmar é que um curso de línguas hoje pode ser um diferencial para seu currículo. Ainda mais para o profissional que trabalha com tecnologia e máquinas que são quase sempre importadas. Além do lado profissional, é um diferencial para o lado pessoal de sua vida. Ter esse conhecimento será útil caso, por exemplo, você queira fazer uma viagem internacional, traduzir músicas, etc. Tendo o conhecimento você o usa como bem entender. Mas como é aprender um novo idioma?

Muitas vezes não é barato e nunca é fácil. Quanto ao custo, existem vários sites que permitem a aprendizagem gratuita do inglês. Não vou postar links mas lembre-se que o Google é seu amigo. Quanto ao esforço, esse sim deve ser enorme. Fácil nunca é, e o estudo exige prática dedicada e frequente (diária, se possível). Mas saiba que o esforço vale à pena e trará retorno no futuro: retorno na vida profissional, social e pessoal.

Era isso por hoje. Falei o que provavelmente todos já sabiam. Se por acaso alguém que ainda não sabia passou por aqui, ficou sabendo. Acredito que não só o estudo de línguas, mas o estudo em geral, é o melhor investimento que alguém pode fazer. Esse sempre tem retorno. Pergunto-me por que o nosso país não pensa como eu e muitos outros que sei que compartilham do meu pensamento. Enquanto nosso Brasil não resolve dar a volta na situação, eu deixo o melhor conselho que eu consigo dar: estudem para que juntos possamos mudar esse país.

"As pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são as que realmente mudam"

Não faço a menor ideia de quem disse a frase acima, mas concordo. Estudem e até a próxima. Abraço!

sábado, 16 de julho de 2011

O Básico Sobre Capacitores


Olá a todos os ávidos leitores deste blog. Hoje quero falar-lhes sobre um componente eletrônico importante, presente na maioria dos circuitos: O Capacitor. O que ele é? Como ele funciona?

O capacitor (também conhecido por condensador) é um componente elétrico/eletrônico chamado reativo, devido a sua propriedade de reagir a variações de corrente. Possui a capacidade de armazenar cargas elétricas através de um campo elétrico (para saber mais sobre campo elétrico, há a postagem "Uma Introdução ao Campo Elétrico"). Suas características são a capacitância e a tensão de trabalho. Porém, antes de falar das características, vamos falar do aspecto físico e do funcionamento de um capacitor.


O capacitor consiste simplesmente de duas placas metálicas separadas por um material isolante, que é chamado de dielétrico. Veja a figura acima e perceba que não há contato elétrico entre as duas placas. Imagine agora que seja aplicado um potencial positivo em "A" e um negativo em "B" de "X" volts em tensão contínua. Dessa forma a placa da esquerda possuirá o potencial positivo de "A" e a placa da esquerda possuirá o potencial negativo de "B". Com isso (devido à proximidade das placas) a placa em "A" (positiva) atrairá os elétrons de "B", enquanto a placa em "B" (negativa) irá repelir os elétrons da placa em "A". Com esse fluxo, se estabelece uma diferença de cargas e cria uma diferença de potencial entre as placas. O fluxo de carga cessa quando a diferença de potencial entre as placas se iguala à tensão entre "A" e "B". Temos então, dessa forma, um capacitor carregado.

O tempo de carga do capacitor é extremamente rápido, mas não é instantâneo. Essa alta velocidade de carregamento se deve ao fato do capacitor não armazenar muita carga. A partir dessa observação analisaremos a primeira característica do capacitor: A Capacitância.

A capacitância, representada pela letra "C" e cuja unidade é o Farad [F], se refere a capacidade de armazenar carga conforme a tensão aplicada. Por exemplo, um capacitor de 1uF armazena uma carga de 1uC para cada volt de tensão aplicado sobre ele. Matematicamente falando, temos que:

[;C=\frac{q}{V};]

Onde:

* C representa a capacitância, em Farads de um determinado capacitor;
* q representa a carga, em Coulombs armazenada por ele;
* V representa a tensão, em volts, aplicada sobre o capacitor;

Quanto ao comportamento em CC (previamente comentado), vale fazer algumas observações. Conforme se carrega, a tensão sobre ele aumenta. A corrente varia de forma inversa, diminuindo conforme o aumento da tensão sobre o capacitor. Quando a corrente cessa, finaliza o período chamado transitório e, com isso, o capacitor está plenamente carregado. Esse comportamento pode ser visualizado no gráfico abaixo. Porém, por enquanto, ignoraremos a expressão matemática de carga do capacitor.



A segunda característica do capacitor (além da capacitância), é a tensão de trabalho. Falamos que entre as placas há um isolante chamado dielétrico. Sabemos que, quando a tensão é suficientemente alta, os isolantes passam a conduzir. Tensão de trabalho é, portanto, as tensões abaixo da tensão de rompimento do dielétrico. Se ligado em tensões superiores, ele apresentará uma resistência de fuga podendo, inclusive, entrar em curto-circuito. Em tais tensões, o dielétrico não será suficiente para isolar as duas placas e o componente se danificará.

Vamos agora estudar como os aspectos físicos influenciam na capacitância do componente. Quanto maior a área (tamanho) das placas, maior a capacitância. Faz sentido, pois quanto maior a área, mais elétrons podemos armazenar ali. A distância entre as armaduras também é relevante. Quanto mais próximas estiverem as placas, maior será a interação do campo elétrico e, dessa forma, maior serão as forças de atração e repulsão entre cargas. Por último, o tipo de dielétrico também é importante. Dependendo do material usado no dielétrico, ele poderá concentrar ou dispersar o campo elétrico, aumentando ou diminuindo a capacitância.

Comercialmente, existem alguns tipos comuns de capacitores. Um tipo é o de poliéster. Seus valores comerciais de capacitância variam entre 1nF até 1uF. Possui valor de tensão de trabalho entre 30 e 1000V. Esse capacitor não apresenta polaridade, ou seja, não possui um terminal positivo e um negativo. Sua capacitância é expressa em pF por 3 números e uma letra. Quanto aos números, os dois primeiros expressam os algarismos e o terceiro é o multiplicador. A letra expressa a tolerância, conforme a seguinte tabela:

F= 1%
J= 5%
M= 20%
H= 2,5%
K= 10%


Outro tipo de capacitor é o cerâmico, também conhecido popularmente como "capacitor lentilha". Ele é considerado o mais próximo do capacitor teoricamente ideal. Não apresenta polaridade e possui valores de capacitância entre frações de pF até 1nF. Os mais comuns possuem tensão de trabalho até 500V, porém existem capacitores cerâmicos para alta tensão que suportam até 9KV (vi em um site de venda). Pesquisando na internet, achei um artigo de uma pesquisa sobre a mudança na capacitância de acordo com a variação de tensão no capacitor (mesmo com a tensão dentro da faixa tolerada pelo capacitor). Eu não atesto quanto a veracidade disso, mas prometo pesquisar e fazer alguns testes. Logo mais, postarei os resultados.

Nos capacitores cerâmicos a capacitância vem expressa na forma de três números. Os dois primeiros são os algarismos e o terceiro é o multiplicador. O número obtido representa a capacitância em [;{\rho}F;].



Há os capacitores de mica. A mica é um mineral que apresenta alta rigidez dielétrica e estabilidade química, sendo por estes motivos escolhido para confecção de alguns capacitores. Os valores de capacitância desse capacitor variam entre 5pF e 100nF, apresentando alta precisão e altos valores de tensão de trabalho. Esse tipo também não apresenta polaridade. Sua capacitância vem expressa no corpo do componente, junto com sua tolerância e tensão máxima de trabalho.



Por fim existem os capacitores eletrolíticos. Estes são bastante famosos devido a sua alta capacitância. Possuem valores dentro de uma faixa que vai desde 1uF até 20 000uF (20mF). Devido à natureza do seu dielétrico (uma finíssima camada de óxido de alumínio (Al2O3), ele não suporta altas tensões de trabalho, sendo a tensão máxima dos mais comuns algo em torno de 70V. É importante ressaltar que esse capacitor possui polaridade, e ligá-lo errado o fará explodir (literalmente). A ligação errada destrói a camada de óxido que funciona como isolante. A reação que ali ocorre acaba criando vapores. Esses, por sua vez, aumentam a pressão interna e, por fim, rompem a carcaça do componente. Nesse tipo a capacitância vem expressa no corpo do componente, junto com sua tolerância, polaridade e tensão máxima de trabalho.


E, por enquanto, é isso. Futuramente abordarei o capacitor de uma maneira mais profunda e matemática. Mas por enquanto esse post serve como uma introdução. No próximo post sobre esse tema eu falarei sobre o comportamento do capacitor em AC, a reatância capacitiva, sobre a expressão de carga do capacitor e também comentarei algumas de suas aplicações nos dispositivos eletrônicos. Até a próxima e lembrem-se: estudem muito! Abraço!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Férias \o/

Agora são exatamente 2h55min da manhã e eu estou no PC escrevendo este post. Mas eu não dou a mínima sabe por quê? Por que estou de férias!!! E para aproveitar esse primeiro dia de liberdade decidi montar um projetinho que sempre me faz muito feliz: uma fonte ajustável CC de 0 a 30V.

Abaixo estão as fotos da minha organização pré-montagem.



Gostaria de relatar alguns acontecimentos interessantes que ocorreram durante a montagem. Após o primeiro teste eu esqueci que os capacitores de filtragem estavam carregados. Quando fui fazer a ligação de um jumper, acabei por curto-circuitar os capacitores. Obviamente a descarga dos mesmos gerou uma faísca e, obviamente, essa faísca me deu um susto.
Outro susto levei após fazer a ligação de um diodo. Percebi que a regulagem de tensão havia parado de funcionar e, logo depois, estava saindo fumaça do CI LM-317. Feito o erro, desliguei o circuito da alimentação e conferi tudo. Por precaução troquei o CI e continuei metendo ficha. Para fechar com chave de ouro, vou relatar o teste final. Liguei uma carga de um resistor e um LED no fonte, com a tensão regulada no mínimo. Fui aumentando a tensão e, consequentemente, o LED começou a brilhar. Minha curiosidade (sempre minha curiosidade) me fez continuar a aumentar a tensão, para ver até onde o LED aguentava. Moral da história: O LED queimou e saiu mais fumacinha do circuito. Creio que havia alguma ligação errada nele. Enfim, novamente desliguei o circuito da alimentação e fui fazer a necropsia da fonte. Aparentemente não houve danos aos componentes. Uma tarde cheia de emoção que acabo por relatar nesta madrugada. Fotos do circuito abaixo, porém sem o transformador.



Infelizmente um LED (componente eletrônico que eu mais amo) foi sacrificado. Fiz toda a cerimônia fúnebre, que consiste em enrolar seus terminais, para que todos aqueles que o vejam saibam que ele está queimado. Quanto ao projeto de fontes, mais adiante eu falarei sobre eles aqui. Por enquanto estou trabalhando em outras postagens enquanto aprofundo meus estudos sobre esse incrível tipo de circuito, que são as fontes de tensão. Deixo então aquele abraço e até a próxima, com mais emoções, sustos e surpresas...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Capacidade de Conseguir Informação


Hoje gostaria de falar de uma das mais importantes qualidades de qualquer profissional: a capacidade de conseguir as informações necessárias. A verdade seja dita, ninguém consegue saber tudo. E muitas vezes nos deparamos com trabalhos que exigem conhecimentos que, por algum motivo, não temos. Mas isso não faz de uma pessoa um profissional ruim. O que faz uma pessoa ser um mau profissional é a falta de interesse ou incapacidade de obter os conhecimentos necessários.

Mas onde podemos conseguir tais informações? Atualmente há mais formas do que havia nos tempos passados. Hoje temos, além de livros, a incrível ferramenta conhecida como internet (na verdade é mais conhecida como Google). Nela podemos buscar conhecimento e conselhos com profissionais de outros cantos do país e do mundo. Analisando dessa forma, percebemos que a internet é uma poderosa aliada para ampliarmos nosso entendimento em diversas áreas de nosso interesse.



Outro meio útil e eficiente de buscar ajuda na hora do aperto é com colegas e professores. Acredito que ter um círculo de amigos ou colegas na sua área é fundamental, pois é com eles que podemos pedir ajuda de forma que seria difícil fazer pela internet. Saber se relacionar com as pessoas certas é um predicado importante ao profissional moderno. Como li uma vez em uma piada: "o importante não é saber, e sim ter o telefone de quem sabe" Acrescento que é importante saber e ter o telefone de quem sabe.



Como exemplo, cito o caso de um amigo meu. Ele está fazendo um curso de automação industrial e precisava de ajuda com o projeto de uma fonte. Com isso, marcamos um dia em que eu ajudei ele com esse trabalho e aproveitamos para jogarmos um monte de conversa fora. Foi uma tarde bastante legal e construtiva, onde pesquisamos vários tópicos sobre fontes na internet. Acredito que esse exemplo mostre bem a importância de amigos que compartilham dos mesmos interesses. Com uma amizade dessas, não só nos divertimos juntos, como também aprendemos e crescemos intelectualmente.

Bem pessoal, era isso por hoje. Passei meu recado sobre o que eu acredito ser uma qualidade profissional relevante. Realmente, deveríamos todos aprender a aprender. Essa capacidade é geralmente esquecida, porém sua importância é fundamental. Devemos buscar além do que nossos professores nos propõem. Não precisamos nos limitar dessa forma. O estudo é o caminho do estado de ignorância ao estado de conhecimento. E trilhar esse caminho é importante para todos nós. Quem escolher não percorrer esse caminho está fadado à mediocridade; e o mercado não tem espaço para profissionais medíocres. Abraço e até a próxima na semana que vem...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Compras!!!

Hoje fui as compras...


E "organizei" meu pequeno laboratório de eletrônica...




Acho que organizar não é a palavra adequada, pois tudo está uma bagunça, ou seja, tudo está bem do jeito que eu gosto...

domingo, 3 de julho de 2011

O Rapaz Apaixonado


Olá galera. Hoje venho com uma postagem bastante simplória, pois não tive muito tempo esse fim de semana. A questão que eu trago não é desafiadora, porém engraçada. Apareceu no vestibular da UCS (Universidade de Caxias do Sul). Eu, particularmente, me identifiquei com a história. Eu me lia no dilema do rapaz. Deixando de lado minha inabilidade em relacionamentos, vamos ao problema:

Um rapaz convida sua colega de trabalho para uma conversa no shopping, com a intenção de se declarar para ela. Enquanto espera a chegada da colega, ele, nervoso, esfrega a mão no tecido da cadeira de um restaurante da praça de alimentação. A moça chega sorridente, maquiada, inclusive de batom, e também senta. Durante toda a conversa, ele procura criar coragem para dizer que gosta dela, mas não consegue. Nervoso, ele quase rasga o tecido da cadeira de tanto esfregá-lo. Depois de algum tempo de conversa, ela diz que precisa ir. Os dois levantam e na hora da despedida ele, de súbito, beija a colega na boca. O problema é que ela, além do espanto, leva um choque elétrico. O que pode ter acontecido?

E então? Tem como não se emocionar com essa história? Eu quase chorei. Torci pelo cara. Vibrei quando ele finalmente... Enfim, não vamos perder o foco. Afinal, o que é que aconteceu? Há alternativas, mas eu vou dissertar sobre o fenômeno sem usá-las.

Enquanto ele estava nervoso, ele esfregou suas mãos no tecido da cadeira. Esse atrito provoca uma eletrização, ou seja, o corpo do rapaz acumulou cargas elétricas. O enunciado diz que ele quase rasgou o tecido da cadeira, enfatizando que ele esfregou com bastante intensidade, acumulando dessa forma uma grande quantidade de cargas.

Na hora do beijo houve um fluxo de cargas do corpo do rapaz para o corpo da moça. Essa corrente foi a que causou a sensação do choque elétrico. Foram simplesmente as cargas elétricas escoando para a terra. Um fenômeno bastante simples e um exercício bastante fácil para qualquer um que saiba um mínimo de eletrostática.

Viram só. Qualquer um com um pouco de conhecimento evitaria essa situação. Eu, por exemplo, sempre procuro me descarregar eletricamente antes de beijar alguém. Então fica a dica. Quanto à questão, bastante fácil. Visto que algumas alternativas eram absurdas, havia apenas umas duas que deixassem alguém na dúvida. Mas nada que justificasse um erro.

Era isso por hoje. Deixei aí uma questão que eu achei divertida. Desejo a todos uma boa semana e, para aquele rapaz, aquele corajoso rapaz, deixo os meus parabéns. Tomara que vocês sejam muito felizes juntos. Abraço e até mais.